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Paraguay se livra das novas tarifas americanas enquanto 60 nações enfrentam novas alíquotas
Na rodada mais recente de tarifas americanas, o Paraguai emergiu como a única nação do Mercosul que não foi incluída na lista de países alvos, segundo relatórios de comércio internacional. A nova política tarifária dos Estados Unidos, divulgada em julho de 2026, visa impor alíquotas entre 10% e 12,5% em cerca de 60 parceiros comerciais, mas o Paraguai foi notavelmente ausente dessa lista.
As novas tarifas, que entram em vigor após meia-noite no dia 24 de julho de 2026, foram moldadas para combater questões de trabalho forçado e não como um medida genérica. O governo dos EUA argumentou que a aplicação dessas tarifas não é uniforme, mas direcionada apenas aos países que não estão ajudando a impedir a importação de produtos produzidos com mão de obra obrigatória. Como o Paraguai não foi identificado como um caso problemático nessa lógica de aplicação, ficou fora do alcance das medidas anunciadas.
Isso significa que os exportadores paraguaios não enfrentam um aumento de custos de 10% a 12,5%, o que poderia anular a vantagem de preço em exportações de commodity como soja, gado ou insumos de aço. Isso permite que as mercadorias paraguaias continuem em pé de igualdade com os fornecedores norte-americanos e outras nações não alvos.
A situação também preserva as relações comerciais que o Paraguai construiu ao longo de anos de diplomacia comercial discreta e contínua. A ausência de tarifas pode fortalecer ainda mais a posição do país como um destino de sourcing mais previsível para empresas com cadeias globais, especialmente no contexto do comércio Sul-Americano.
No ambiente de comércio global já instável, a expiração de uma outra tarifa provisória de 10%, conhecida como a taxa da Seção 122, no mesmo dia das novas tarifas, cria incertezas significativas para os planejadores de cadeias de fornecimento. A Seção 122 da Lei de Comércio de 1974 é uma ferramenta pouco usada que permite ao presidente impor tarifas provisórias em caso de crise de balanço de pagamentos.
A sobreposição dessas datas pode resultar em ajustes nos custos para os exportadores globais, e o Paraguai, com sua isenção, se destaca neste cenário. Outros países da região, como relatado pela Reuters, estavam ativos na lobby em Washington para conseguir isenções, argumentando que as novas tarifas prejudicariam os laços comerciais e que alguns países não mereciam punição.
O que isso implica para a política comercial e investimento é que o Paraguai emerge como uma base de exportação mais previsível, o que pode atrair investimentos e diversificar cadeias de fornecimento na América do Sul. Contudo, a política comercial é um campo em constante mudança, e a expiração da taxa da Seção 122 e o início das novas tarifas do trabalho forçado podem exigir ajustes adicionais.